Alimentos Transgênicos

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Alimentos Transgênicos

Alimentos Transgênicos

Provavelmente você come alimentos transgênicos (geneticamente modificados) frequência e nem saiba disso. O advento da produção de organismos geneticamente modificados trouxe discursos sobre como esses alimentos poderiam reduzir os índices de pobreza e acabar com a fome no mundo. Duas décadas depois, os transgênicos ainda dividem a opinião pública e geram desconfiança.

Os principais questionamentos dos céticos são sobre as implicações éticas, econômicas, sociais, políticas e de saúde pública. Muita gente teme possíveis efeitos negativos para os seres humanos e para o meio-ambiente a longo prazo com a manipulação genética da natureza, já que a produção de alimentos transgênicos em larga escala é relativamente recente.

Será que podemos ficar tranquilos ao ingerir alimentos geneticamente modificados? De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), sim.

As organizações são unânimes em afirmar que os transgênicos são seguros. Elas defendem que a tecnologia de manipulação genética realizada sob o controle dos protocolos de segurança não representa maior risco do que as técnicas agrícolas convencionais de cruzamento de plantas.

O que são Alimentos Transgênicos?

Os alimentos transgênicos são aqueles cuja parte do seu material genético foi modificado através de manipulação. Os seres têm o DNA alterado em laboratório, o que permite a eles adquirir novas características que não são as naturais; isso que os diferencia do alimento convencional. Por exemplo, uma vaca com um gene de mulher podendo gerar leite materno.

As sementes desenvolvem atributos como a tolerância às pestes, algo que não é comum em sementes de plantações tradicionais. Os transgênicos são desenvolvidos em qualquer tipo de clima e suas sementes são patenteadas pelas empresas que as fabricam. Além disso, os agricultores têm que assinar um termo de compromisso que impede a semente de ser plantada no ano seguinte, uma prevenção contra a possível revenda dos produtos.

As sementes transgênicas estão se enraizando no mercado. As empresas lucram muito dinheiro com a biotecnologia, portanto apresentam uma infinidade de vantagens oferecidas por seus produtos, porém nem tudo é bem aceito como se pensa: essa nova tecnologia demonstra uma série de desvantagens que preocupam os ambientalistas e consumidores. Mas de acordo com pesquisadores apresentam certos benefícios:

Alimentos Transgênicos

Alimentos Transgênicos

Vantagens dos Alimentos Transgênicos

  • Os transgênicos, por terem seu código genético modificado, se tornam mais resistentes à ação de agrotóxicos, o que contribui para a preservação do meio ambiente, uma vez que o mau uso desses pesticidas contribui para a poluição dos terrenos e lençóis de água;
  • Os transgênicos não necessitam da mesma quantidade de inseticidas e agrotóxicos que são utilizados na conservação do plantio de sementes convencionais.
  • Em sua produção ocorre a redução do uso de maquinários agrícolas, movidos a combustíveis derivados de petróleo. Dessa forma, propicia a diminuição da emissão de gases poluentes na atmosfera;
  • Os geneticamente modificados se adaptam facilmente a climas distintos, além de ajudar no combate à obesidade e ao colesterol. Assim, a produção dos transgênicos fica mais barata, pois há uma redução quanto à compra de pesticida;
  • As espécies que são cultivadas são preparadas com as características desejadas, visto que são alteradas segundo os resultados de pesquisa dos cientistas.

Desvantagens dos Alimentos Transgênicos

  • O uso excessivo dos organismos geneticamente modificados causa o empobrecimento da biodiversidade e ainda ocasiona o surgimento de pragas mais fortes, da mesma forma que extingue os insetos que beneficiam a agricultura, como, por exemplo: abelhas, minhocas, etc. Esses impactos podem se tornar irreversíveis;
  • Em relação ao ser humano, os transgênicos provocam alergias alimentares, alterações no sistema imunológico e em órgãos vitais. Esses produtos trazem também problemas gastrointestinais e tolerância contra antibióticos das bactérias presentes no organismo humano.

Como são produzidos os alimentos transgênicos?

Como são produzidos os alimentos transgênicos?

Como são produzidos os alimentos transgênicos?

Os alimentos geneticamente modificados ou transgênicos são plantas que receberam material genético de outros organismos para torná-las resistentes a uma praga ou herbicida.

Pesquisadores identificam bactérias, vírus e plantas que tenham as características que pretendem transferir para outras espécies. Eles isolam o gene responsável por essas características.

O gene é inserido no DNA de células de tecidos da planta a ser alterada com o auxílio de máquinas especiais ou de microrganismos. As células geram embriões transformados.

Quando cresce, o embrião dá origem a uma planta com a característica desejada incorporada em seu código genético, capaz de produzir sementes transgênicas.

A história dos alimentos transgênicos

A história dos alimentos transgênicos

A história dos alimentos transgênicos

Mas afinal, o que são alimentos geneticamente modificados? Por que eles começaram a ser produzidos?

Organismos geneticamente modificados (OGM) são manipulados geneticamente para favorecer características desejadas, como a cor ou o tamanho de uma espiga de milho.

Os mais famosos OGM são os transgênicos, ou seja, os organismos que recebem parte do DNA de outro organismo. Também é possível alterar um gene sem DNA externo.

Apesar da produção em larga escala dos OGM ser recente, a história da manipulação genética das plantas tem pelo menos 10 mil anos, quando os seres humanos começaram a escolher os melhores grãos de cereais para plantar, os que produziam quantidades maiores e cresciam mais rapidamente, excluindo sementes com genética desfavorável à agricultura e cruzando as melhores plantas.

Mas, mesmo que as pessoas saibam domesticar as colheitas há milhares de anos, não quer dizer que elas entendiam porque tudo acontecia.

Só no século 19, com a experiência de Gregor Mendel com ervilhas, a ciência genética moderna surgiu. E foi apenas na década de 1970 que os cientistas Herbert Boyer e Stanley Cohen foram capazes de afetar diretamente a expressão do genoma de uma planta.

Essa intervenção direta, conhecida como engenharia genética, envolve mutação, exclusão ou adição de material genético para alcançar o efeito desejado.

A capacidade de suportar pragas é apenas uma das características positivas que foram alcançadas com a modificação transgênica. Desde a primeira safra de OGM plantada em 1994, cientistas e empresas agrícolas conseguiram criar culturas resistentes a doenças, com melhores valores nutricionais, com validade mais longa e até produzir produtos farmacêuticos.

Atualmente, 85% das lavouras de milho do Brasil e dos Estados Unidos são variedades transgênicas. A soja brasileira – consumida pela população no óleo de cozinha, leite de soja, tofu, bebidas e outros produtos – é transgênica, na maior parte.

Quase um terço das imensas plantações de soja no país são variedades geneticamente modificadas. Em 2001, a Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conseguiu aprovação para o cultivo comercial de uma variedade geneticamente modificada do feijão. As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros ainda em 2014.

Assim, o prato do brasileiro recebe cada vez mais alimentos modificados geneticamente.

Conheça 10 transgênicos que já estão na cadeia alimentar

Milho

Com as variantes transgênicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, não é de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos. Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.

O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e do milho em lata que você encontra nos supermercados. Há também os vários subprodutos – amido, glucose – usados em alimentos processados (salgadinhos, bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o produto.

O milho puro transgênico não é vendido para consumo humano na União Europeia, onde todos os legumes, frutas e verduras transgênicos são proibidos para consumo – exceto um tipo de batata, que recentemente foi autorizado, pela Comissão Europeia, a ser desenvolvido e comercializado. Nos Estados Unidos, ele é liberado e não existe a rotulação obrigatória.

Óleos de cozinha

Os óleos extraídos de soja, milho e algodão, os três campeões entre as culturas geneticamente modificadas – e cujas sementes são uma mina de ouro para as cerca de dez multinacionais que controlam o mercado mundial – chegam às prateleiras com a reputação manchada mais pela sua origem do que pela presença de DNA ou proteína transgênica. No processo de refino desses óleos, os componentes transgênicos são praticamente eliminados. Mesmo assim, suas embalagens são rotuladas no Brasil e nos países da UE.

Soja

No mundo todo, o grosso da soja transgênica, a rainha das commodities, vai parar no bucho dos animais de criação – que não ligam muito se ela foi geneticamente modificada ou não. O subproduto mais comum para consumo humano é o óleo (ver acima), mas há ainda o leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta misso, todos com proteínas transgênicas (a não ser que tenham vindo de soja não transgênica).

No Brasil, onde a soja transgênica ocupa quase um terço de toda a área dedicada à agricultura, a CTNBio liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas – uma delas também é resistente a insetos.

Mamão Papaya

Os Estados Unidos são o maior importador de papaya do mundo – a maior parte vem do México e não é transgênica. Mas muitos americanos apreciam a papaya local, produzida no Havaí, Flórida e Califórnia. Cerca de 85% da papaya do Havaí, que também é exportada para Canadá, Japão e outros países, vem de uma variedade geneticamente modifica para combater um vírus devastador para a planta. Não é vendida no Brasil, nem na Europa.

Queijo

Aqui não se trata de um alimento derivado de um OGM, mas de um alimento em que um OGM contribuiu em uma fase de seu processamento. A quimosina, uma enzima importante na coagulação de lacticínios, era tradicionalmente extraída do estômago de cabritos – um procedimento custoso e “cruel”.

Biotecnólogos modificaram micro-organismos como bactérias, fungos ou fermento com genes de estômagos de animais, para que estes produzissem quimosina. A enzima é isolada em um processo de fermentação em que esses micro-organismos são mortos.

A quimosina resultante deste processo – e que depois é inserida no soro do queijo – é tida como idêntica à que era extraída da forma tradicional. Essa enzima é pioneira entre os produtos gerados por OGMs e está no mercado desde os anos 90.

Notem que o queijo, em todo seu processo de produção, só teve contato com a quimosina – que não é um OGM, é um produto de um OGM. Além disso, a quimosina é eliminada do produto final. Por isso, o queijo escapa da rotulação obrigatória.

Pães, bolos, e Biscoitos

Trigo e centeio, os principais cereais usados para fazer pão, continuam sendo plantados de forma convencional e não há variedades geneticamente modificadas em vista. Mas vários ingredientes usados em pão e bolos vêm da soja, como farinha (geralmente, nesse caso, em proporção pequena), óleo e agentes emulsificantes como lecitina.

Outros componentes podem derivar de milho transgênico, como glucose e amido. Além disso, há, entre os aditivos mais comuns, alguns que podem originar de micro-organismos modificados, como ácido ascórbico, enzimas e glutamato. Dependendo da proporção destes elementos transgênicos no produto final (acima de 1%), ele terá que ser rotulado.

Abobrinha

Seis variedades de abobrinha resistentes a três tipos de vírus são plantadas e comercializadas nos Estados Unidos e Canada. Ela não é vendida no Brasil ou na Europa.

Arroz

Uma das maiores fontes de calorias do mundo, mesmo assim, o cultivo comercial de variedades modificadas fica, por enquanto, na promessa. Vários tipos de arroz estão sendo testados, principalmente na China, que busca um cultivo resistente a insetos. Falou-se muito no golden rice, uma variedade enriquecida com beta-caroteno, desenvolvida por cientistas suíços e alemães.

O “arroz dourado”, com potencial de reduzir problemas de saúde ligados à deficiência de vitamina A, está sendo testado em países do sudeste asiático e na China, onde foi pivô de um recente escândalo: dois dirigentes do projeto foram demitidos depois de denúncias de que pais de crianças usadas nos testes não teriam sido avisados de que elas consumiriam alimentos geneticamente modificados.

Feijão

A Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conseguiu em 2011 a aprovação na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, tido como o maior inimigo dessa cultura no país e na América do Sul.

As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros – livre de royalties – em 2014, o que pode ajudar o país a se tornar autossuficiente no setor. É o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira.

Salmão

Após a aprovação prévia da FDA, o público e instituições americanos têm um prazo de 60 dias (iniciado em 21 de dezembro) para se manifestar sobre o salmão geneticamente modificado para crescer mais rápido. Em seguida, a agência analisará os comentários para decidir se submete o produto a uma nova rodada de análises ou se o aprova de vez.

Francisco Aragão, pesquisador responsável pelo laboratório de engenharia genética da Embrapa, disse à BBC Brasil que tem acompanhado o caso do salmão “com interesse”, e que não tem dúvidas sobre sua segurança para consumo humano. “A dúvida é em relação ao impacto no meio ambiente.

(Mesmo criado em cativeiro) O salmão poderia aumentar sua população muito rapidamente e eventualmente eliminar populações de peixes nativos. As probabilidades de risco para o meio ambiente são baixas, mas não são zero…na natureza não existe o zero”.

Conclusão

Ufaaa é isso aí gente, fiz uma pequisa gigante para tentar falar tudo que aprendi e encontrei sobre os alimentos transgênicos e mostrar um pouquinho de suas vantagens e desvantagens, espero que você tenham gostado, apesar que o texto ficou enorme, mas tudo que você precisa saber sobre o tema está escrito aqui nesse artigo.

Sobre o consumo de alimentos transgênicos, eu acho (minha opinião pessoal) que poderá ser uma saída para ajudar a países onde ainda reina a fome, e/ou países que não tem condições climáticas de produzir determinados tipos de alimentos, apesar que a produção transgênica inicialmente pode ser um pouco mais caro, mas se todas nações (ou “quase” todas) se unirem diminuiria muito a fome no mundo.

Espero que tenham gostado do conteúdo, foi bastante coisa!

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